*por Ana Cabral
Distinto do cenário nacional onde, segundo o Ministério do Trabalho, o número de empregos com carteira assinada criados no Brasil em 2011 caiu 23,5% em relação a 2010, em União da Vitória o panorama no setor é positivo. De acordo com informações do Programa de Disseminação de Estatísticas do Trabalho (PDET), em 2009, 2010 e 2011, foram realizadas 15.707 admissões e 14.948 desligamentos no município, resultando em um resultado de 759 empregos. Neste período o índice de primeiro emprego também é satisfatório. Quase três mil pessoas conquistaram o primeiro emprego.
De acordo com o secretario de Indústria, Comércio e Turismo de União da Vitória, Antônio Oscar Nhoatto, o saldo nos últimos três anos é resultado das condições necessárias oferecidas para que novas empresas se instalassem no município e o apoio para as já instaladas.
Para 2012, o secretário está otimista em relação a geração de emprego. Ele acredita que devem ser gerados cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos. Nhoatto destaca a implantação da nova área industrial, o início das obras de restauração da BR 153, a construção de cerca de 950 unidades habitacionais no município, a implantação do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e a construção do novo Fórum.
Falta mão de obra qualificada
No Sistema Nacional de Empregos (Sine) de União da Vitória sobram vagas e faltam candidatos qualificados. Em 2011, segundo números do Sine, aproximadamente 500 pessoas foram colocadas no mercado de trabalho. As empresas locais ofertaram mil postos de trabalho. No entanto, mais de seis mil pessoas procuraram emprego por meio do cadastro da agência, que por sua vez encaminhou quase dois mil trabalhadores para entrevistas.
O chefe do Escritório Regional da Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Jean Carlos Cappellari, comenta que a região esta carente de mão de obra especializada “Hoje temos entre 150 e 200 vagas sendo ofertadas na Agência do Trabalhador (Sine), mas existem vagas que não são preenchidas por falta de gente capacitada”,
O Senai esta formando profissionais em diversos cursos e encaminhando para o mercado. Um exemplo recente foi a formação de 25 pedreiros, que foram absorvidos imediatamente pelo setor de construção civil. Outro instrumento importante de profissionalização é o Sesi, que forma alunos e futuros profissionais em diversas áreas. Ainda faltam cursos nas áreas de comércio, administração, línguas e informática para mulheres, mas o governo promete investimentos pesados para este ano.
